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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Ausência - Drummond

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

NÃO DEIXE O AMOR PASSAR - Drummond


Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento, 
houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Cada homem oculta um infinito

Por mais completo que seja nosso domínio sobre o outro, há sempre uma zona intransponível, uma partícula inatingível. O outro é inacessível não porque seja impenetrável e sim porque é infinito. Cada homem oculta um infinito. Ninguém pode possuir de todo o outro pela mesma razão que ninguém pode dar-se inteiramente. A entrega total seria a morte, total negação tanto da posse como da entrega. Pedimos tudo e nos dão: um morto, nada mais. Enquanto o outro está vivo, seu corpo é também uma consciência que me reflete e me nega. A transparência erótica é enganosa: nos vemos nela, nunca vemos o outro (PAZ apud CASTAÑEDA, 1998).