Páginas

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O meu último suspiro p. 288 - Luis Buñuel

Curta é a nossa vida, e cheia de tristezas, para a morte não há nenhum remédio: não há notícia de ninguém que tenha voltado da região dos mortos. (...) Com o tempo nosso nome cairá no esquecimento, e ninguém se lembrará de nossas obras. Nenhum reinício é possível uma vez chegado o fim; Vinde portanto!

Aproveitemo-nos das boas coisas que existem, vivamente gozemos das criaturas durante nossa juventude! Inebriemo-nos de vinhos preciosos e de perfumes, e não deixemos passar a flor da primavera! Coroemo-nos de botões de rosas antes que eles murchem! Nenhum de nós falte à nossa orgia; em toda parte deixemos sinais de nossa alegria, porque este é o nosso quinhão, esta a nossa sorte.

"Livro da Sabedoria", do Velho Testamento.