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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O meu último suspiro p. 288 - Luis Buñuel

Curta é a nossa vida, e cheia de tristezas, para a morte não há nenhum remédio: não há notícia de ninguém que tenha voltado da região dos mortos. (...) Com o tempo nosso nome cairá no esquecimento, e ninguém se lembrará de nossas obras. Nenhum reinício é possível uma vez chegado o fim; Vinde portanto!

Aproveitemo-nos das boas coisas que existem, vivamente gozemos das criaturas durante nossa juventude! Inebriemo-nos de vinhos preciosos e de perfumes, e não deixemos passar a flor da primavera! Coroemo-nos de botões de rosas antes que eles murchem! Nenhum de nós falte à nossa orgia; em toda parte deixemos sinais de nossa alegria, porque este é o nosso quinhão, esta a nossa sorte.

"Livro da Sabedoria", do Velho Testamento.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A vocação política, segundo Max Weber

A política é um esforço tenaz e enérgico para atravessar grossas vigas de madeira. Tal esforço exige, a um tempo, paixão e senso de proporções. É perfeitamente exato dizer - e toda a experiência histórica o confirma - que não se teria jamais atingido o possível, se não se houvesse tentado o impossível. Contudo, o homem capaz de semelhante esforço deve ser um chefe e não apenas um chefe, mas um herói, no mais simples sentido da palavra. E mesmo os que não sejam uma coisa nem outra devem armar-se da força de alma que lhes permita vencer o naufrágio de todas as suas esperanças. Importa, entretanto, que se armem desde o presente momento, pois de outra forma não virão a alcançar nem mesmo o que hoje e possível. Aquele que esteja convencido de que não se abaterá nem mesmo que o mundo, julgado de seu ponto de vista, se revele demasiado mesquinho para merecer o que ele pretende oferecer-lhe, aquele que permaneça capaz de dizer "a despeito de tudo!", aquele e só aquele tem a vocação política.

Max Weber

Não importa a idade, mas sim a soberana competência do olhar, que sabe ver as realidades da vida, e a força de alma que é capaz de suportá-las e de elevar-se à altura delas.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Trecho da concepção da educação, por Platão

Platão destaca o bem comum como forma ideal e perfeita. Na busca pelo bem, de forma incessante, o homem deveria percorrer, suplantando os percalços, o caminho do conhecimento, de forma a libertar o espírito humano das incertezas, erros e ilusões do senso comum. Essa busca levaria o homem ao ápice, ao mundo das idéias, da clareza e da verdade. Em contato com a verdade, formado, o homem estaria apto para exercer, na sua plenitude, a cidadania e usar o conhecimento adquirido por um processo seletivo, em benefício do Estado.
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