Páginas

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Cada homem oculta um infinito

Por mais completo que seja nosso domínio sobre o outro, há sempre uma zona intransponível, uma partícula inatingível. O outro é inacessível não porque seja impenetrável e sim porque é infinito. Cada homem oculta um infinito. Ninguém pode possuir de todo o outro pela mesma razão que ninguém pode dar-se inteiramente. A entrega total seria a morte, total negação tanto da posse como da entrega. Pedimos tudo e nos dão: um morto, nada mais. Enquanto o outro está vivo, seu corpo é também uma consciência que me reflete e me nega. A transparência erótica é enganosa: nos vemos nela, nunca vemos o outro (PAZ apud CASTAÑEDA, 1998).

Nenhum comentário:

Postar um comentário